Reafirmado apelo<br>para as pontes
A CGTP-IN lembrou ao ministro da Administração Interna que, na Ponte 25 de Abril, já se realizaram iniciativas com dezenas de milhares de participantes, o que evidencia que, para a marcha que a central vai realizar no dia 19 «não há impedimentos técnicos» e «não são admissíveis argumentos técnicos, para justificar vetos políticos».
Na segunda-feira, informou a central ao início da noite, em conferência de imprensa, teve lugar uma reunião com o ministro, a propósito da realização das marchas «por Abril, contra a exploração e o empobrecimento», convocadas para 19 de Outubro (ver páginas centrais). Foi «uma reunião habitual», como costuma suceder antes de outras iniciativas de grande dimensão promovidas pela Intersindical.
Na declaração que o Secretário-geral da CGTP-IN apresentou aos jornalistas, refere-se que as marchas estão legalizadas, junto das câmaras municipais de Lisboa, Almada, Porto e Vila Nova de Gaia. Quanto a um parecer do departamento de segurança da Ponte 25 de Abril, que suscita algumas questões técnicas de segurança e que o Governo abordou na reunião, a central regista que «já se realizaram várias iniciativas de grande dimensão, na Ponte 25 de Abril, envolvendo dezenas de milhares de participantes, onde estas questões foram ultrapassadas». Para a central, «as questões suscitadas são inerentes a qualquer manifestação» e «têm solução», para o que propôs a realização de uma reunião com a participação do próprio ministro, dos presidentes das câmaras de Almada e de Lisboa e de um representante do organismo responsável pela segurança na Ponte 25 de Abril.
Por fim, a CGTP-IN reafirmou a importância das marchas e exortou a «uma grande mobilização dos trabalhadores, pensionistas, reformados, desempregados e da população em geral, como forma de responder à ofensiva sem precedentes que está a atingir os trabalhadores e o povo».
Mobilização a crescer
A central revelou, também na segunda-feira, através da sua página na rede social Facebook, que as uniões de sindicatos, através das quais está a ser coordenada a organização dos transportes para dia 19, contavam já com 80 autocarros de Lisboa, 10 do Algarve, 10 de Évora e 50 de Setúbal, para a manifestação na Ponte 25 de Abril, e com 30 autocarros de Braga e 20 de Coimbra, para a Ponte do Infante.